Vale a pena assistir Jason X? Claro que não!

Jason X

Ciente da tosquice, esperando incontáveis problemas, decidi encarar Jason X não somente pela experiência, mas também um pouco de nostalgia por tantas vezes que avistei essa fita VHS na prateleira das locadoras.

Agora, estou aqui para afirmar que você não deve fazer o mesmo!

Mal conheço e já desconsidero pakas

A estranheza tem início, pasmem, ainda nos créditos de abertura, quando percebemos que há algo diferente com o filme em comparação à saga: um climinha de ficção cientifica trash.

No resumo, pegaram a temática em questão, juntaram elementos de Resident Evil e Alien, adicionaram o assassino mascarado e pioraram tudo, é claro!

Sabooor (insira o gesto com a mão) Sexta-Feira 13

Respeitando um dos grandes conceitos da franquia, aliás, diria que satirizando o mesmo, Jason desperta para a carnificina no exato momento em que a galera começa a furunfar.

A primeira morte dentro da nave causa surpresa, parece boa de mais para tal produção, mas logo percebemos que é um dos poucos pontos onde há oportunidade para o elogio.

Definitivamente não temos aquele filme tão tosco, mas tão tosco, que dá a volta e acaba ficando bom, pois é a diversão que vira essa chave, algo em falta por aqui.

Nada entretém, as piadocas não funcionam e o que há de ruim é estritamente ruim, não se torna engraçado mesmo que pelo motivo errado.

Caso seja um porco treinado na arte de procurar trufas, dois momentos perdidos podem resultar em alguma risada, ainda que contida: quando a andróide recebe o espírito da Alice (falei que tinha Resident na jogada) e o Jason espancando as garotas no saco de dormir.

cena do filme Jason X

O confronto entre lagartixa ciborgue, pior skin possível, e cabelo de cuia.

Quer um fato curioso, porém inútil? A versão apresentada acima ficou conhecida como Uber Jason (até aqui é sério), mesmo não havendo indícios que o ilustre vilão trabalhe como motorista de aplicativo!

Criticar é fácil, difícil é elogiar

Dando sequência à enxurrada de comentários negativos: nada de história, muito menos diálogos, apenas frases soltas e morte, morte, morte.

Os personagens são descartáveis, sem profundidade e com pouco tempo de tela, então me pergunte qualquer coisa, menos o nome de alguém que não seja Jason Voorhees!

Em meio às figuras aleatórias, só resta torcer por aquele que conhecemos de outros campings, ignorando o fato da sua presença não fazer o mínimo sentido na trama.

Sério, poderia ser uma criatura ou ameaça qualquer matando geral, o próprio Xenomorfo parece infinitamente mais condizente!

Jason Voorhees em Jason X

Super Patos?

Acaba, pelo amor de Deus!

Entre decisões e soluções esdrúxulas, como um upgrade que descaracteriza completamente o rosto da franquia, a produção arremata mirando na genialidade…

Depois de se deparar com uma simulação do acampamento Crystal Lake, capaz de mexer ainda mais naquela cabeça que já era pouco pirada, Jason termina o filme como sua lenda teve início: no fundo de um lago. Quer algo mais conceitual?

Prefiro acreditar que assumiram a galhofa, porque não é possível alcançar esse resultado levando a sério!

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